Que oportunidades uma crise pode nos oferecer?

O momento sempre será de quem foge do óbvio.

Por Deividi Rodrigues Guedes

Momentos de crise, em especial, revelam o quanto nós, reles mortais (e brasileiros), somos pessimistas, negativos e dramáticos. Em meio à recessão econômica da atual conjuntura do país, um dos diversos fatores de relevância para que a retomada do crescimento seja mais tardia, é a tão mencionada “crise de confiança”. Esta, por sua vez, nada mais é do que o pessimismo do brasileiro com relação a si próprio e às possíveis conseqüências de seus investimentos que fujam do que seria o senso comum para o momento.

Que vivemos uma crise, isso é inegável. Mas você já parou para pensar que não há uma regra que dite que em momentos de crise, ninguém consegue atingir seu auge financeiro, ou que, em momentos de maior abastança da economia, estão proibidas pessoas de entrarem em crises financeiras pessoais jamais dantes enfrentadas?

A velha máxima de que

“enquanto uns choram, outros fabricam lenços”,

se faz mais atual do que nunca. O momento sempre será de quem foge do óbvio. Se o papo do bar, do almoço em família ou da faculdade nos faz pensar em “quão grave é a crise sem precedentes que atravessamos e não há perspectivas de melhora a curto prazo”, cuidado! Essa onda de negatividade pode fazer com que as grandes oportunidades passem despercebidas.

Caso nos façamos ser apenas mais um ao pensar que enquanto a maré não voltar a ser boa para o país todo, estamos fadados a viver com menos e guardar o "osso" para depois, não aproveitaremos as chances que só um momento de crise pode oferecer.

Ao observarmos um gráfico de valorização de cota de uma empresa qualquer na bolsa de valores, por exemplo, é lógico pensar que assim como os maiores prejuízos se dão aos que investiram em tais cotas nos momentos de alta e que logo após tiveram quedas bruscas, também é lógico perceber que obtém os maiores percentuais de lucro, o cidadão que investiu um pouco antes dos gráficos de valorização subirem.

Uso esse exemplo apenas para fazer alusão ao que está a nossa cerca no momento. É justamente para isso que devemos ficar atentos. As perspectivas econômicas para 2017 apontam para uma retomada do crescimento. Diante disso, temos duas opções: esperar para dividir as fatias durante o próximo ciclo de bonança em tamanhos semelhantes aos
de todos os outros que temeram e se acomodaram perante à crise, ou ficar atento aos mercados que podem potencializar ganhos muito maiores, sem limites e que premiam apenas quem se antecipa ao fim dos maus momentos.

Investir em imóveis, um mercado tão consolidado e que em seus boons de aquecimento sempre traz otimização de lucros a quem investe no momento certo, é uma ótima pedida. Isso inclui não apenas aquisição para investimento, como também para moradia, visto que, assim que o mercado se aquece, os preços voltam a subir. Tudo porque (vou-lhes revelar o segredo) o reaquecimento da economia passa por alguns setores chave, que, assim que mostram sinal de reação, servem de termômetro para a economia como um todo. O setor imobiliário é um dos principais vetores de crescimento do país. Sabendo que os números apresentam sinais de reação já para os próximos meses, a grande sacada é se antecipar a isso. Um dos indicadores de reação é o aumento do Índice de Confiança da Construção, que subiu pelo segundo mês seguido e atingiu o maior patamar dos últimos 12 meses, conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Como a demanda permanece baixa, as construtoras e incorporadoras estão mais dispostas a estudar propostas, buscar parceiros investidores para financiar suas obras, conceder descontos e investir em promoções.

Aproveitar o momento para buscar as melhores oportunidades, certamente irá blindá-lo da culpa futura de ter que dizer a si próprio "eu deveria ter feito isso antes". Afinal, já passamos por crises piores e que ao final sempre premiaram quem encontrou as oportunidades antes que elas batessem de porta em porta.

Fonte:
http://www.dci.com.br/servicos/confianca-da-construcao-cresce-em-agosto-e-atinge-maior-patamar-em-mais-de-um-ano,-diz-fgv-id570143.html

Referência:
http://fipezap.zapimoveis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/raiox-20162t.pdf