Fazendo o que ama

5 perguntas com Vanessa Kukul

Por Camila Moschen

O AMPR Talks da noite de 13 de setembro contou com o depoimento de Vanessa Kukul. A plateia presente do Moinho do Teatro da Estação acompanhou a trajetória pessoal da painelista e sentiu-se encorajada a compartilhar o seus dilemas. Muitos pediram a palavra para relatar as mudanças pelas quais passaram ou estavam passando na vida profissional.

Vanessa Kukul formou-se em fisioterapia, mas logo mudou de área e fez um novo curso superior. Fez administração e focou sua vida pessoal na gestão de pessoas e de projetos com impacto social. Atualmente é multi atarefada e participa de projetos em diversas entidades, destacando-se a ARH Serrana e a Nó Mentores de Causa (da qual é fundadora).

Para Vanessa, a felicidade só é possível quando as aspirações de carreira encontram-se alinhadas com os propósitos de vida. A descoberta é um processo pessoal de autoconhecimento constante, que muitas vezes não está concluído antes da prova do vestibular. O autoconhecimento inclui riscos, pois a pessoa precisa experimentar, precisa testar coisas novas para saber do que gosta. Inclui esforço, dedicação, superação, resiliência e amor próprio.

Ela destacou que o autoconhecimento é um processo doloroso de olhar para si, de buscar a essência de cada um na infância. Outra questão discutida durante o bate-papo foi a da ilusão de que a felicidade é permanente. “Ninguém ama o que faz 100% do tempo! Existe também o trabalho que não gostamos e que deve ser feito”, pontuou Vanessa.

Além de sua própria trajetória, ela expôs exemplos de outras pessoas que resolveram mudar de carreira, como o empresário Pedro Paulo Diniz, que atualmente reside em uma fazenda e produz alimentos orgânicos. 
 

Dica de filme:

Eu Maior

 

Dica de Livro:

Muhammad Yunus, o Banqueiro dos Pobres




Confira a entrevista com Vanessa Kukul:
 

Um conselho prático que possa ser implantado a partir de hoje no cotidiano das pessoas gerando melhor aproveitamento de recursos, sejam financeiros ou naturais.

Consumo consciente! Analise e pense duas vezes antes de comprar, e só compre se realmente for necessário! Seja consciente em suas atitudes, na hora de comprar, ao tomar banho ou ao cozinhar! Nossos recursos estão escassos e é preciso ter consciência e empatia para que possamos cuidar de nosso planeta e assim, permitir a perpetuação das futuras gerações. Quando cuidamos de nossas atitudes hoje, permitimos que exista um futuro para nossas crianças. 

 

Qual a melhor maneira para mudar velhos hábitos?

Usar nossa inteligência emocional. (I.E.: capacidade de sentir, entender, controlar, e modificar o próprio estado emocional ou de outra pessoa). Precisamos ter em mente que nossa inteligência emocional pode ser desenvolvida, ao contrário do QI que permanece o mesmo durante toda nossa vida. Por possuirmos uma via neuronal entre os centros racionais e emocionais do nosso cérebro somos capazes de construir novos caminhos de informação. E isso é ótimo, porque ao treinarmos nosso cérebro repetidas vezes utilizando estratégias de inteligência emocional transformamos novos comportamentos em hábitos. Mas, é preciso muito paciência e persistência. Mudar hábitos não acontecem do noite para o dia. Há um estudo antigo de 1950, que o Dr. Maxwell Maltz falava em mudança de hábitos em no mínimo 21 dias. Difundiu-se que era necessário apenas 21 dias para adquirir um novo comportamento. Um estudo publicado em 2010 da pesquisadora Phillipa Laly, da University College London, já aponta que o tempo necessário para que um novo hábito se forme é de, em média 66 dias. E ainda, o estudo diz que os hábitos podem levar de de 18 a 254 dias para se formarem e isso está ligado a fatores como a dificuldade de um hábito, a força de vontade da pessoa e como ela se mantém ativa. É preciso entender nossos hábitos, descobrir o ponto gatilho e modificar nossos comportamentos. Pode parecer simples, mas não é, principalmente mudar comportamentos que convivemos há mais de uma década. É preciso foco, dedicação e resiliência.
 

Uma frase para reflexão:

“É impossível ter uma grande vida a menos que seja uma vida significativa. E é muito difícil ter uma vida significativa, sem um trabalho significativo.”

Jim Collins, consultor, professor e escritor
 

Um livro para se aprofundar no assunto:

Como encontrar o trabalho da sua vida - Roman Krznaric
 

Quem seria uma referência ou inspiração neste tema (pessoa ou case)?

Muhammad Yunus