AMPR TALKS estreia com sucesso

A primeira edição do projeto cultural reuniu dezenas de pessoas, mesmo em uma noite fria.

Por Camila Moschen

A primeira edição do AMPR Talks, projeto cultural promovido pela AMPR incorporadora com curadoria da Escola de Negócios Criativos Vereda Criativa, reuniu dezenas de pessoas na noite fria da última terça-feira. O espaço Zero 54 foi lotado por pessoas antenadas, que querem repensar o modo como consumimos e aproveitamos nosso tempo.  A relações públicas Alessandra Guglieri  conduziu o bate-papo com maestria. Além de explorar conceitos sobre economia compartilhada e colaborativa, ela apresentou cases de sucesso relacionados ao tema, como o Sharefest, de Porto Alegre, do qual é co-criadora.

A painelista da noite, Alessandra Guglieri, trouxe a temática da colaboratividade para o primeiro encontro cultural do projeto AMPR Talks. Em sua exposição ela ressaltou a migração inevitável para modelos de negócios mais fluidos, fruto da Era Digital, na qual as barreiras geográficas perdem o seu poder diante da realidade da hiper-conectividade. Os novos pensamentos e comportamentos de consumo precisam ser guiados pela Lógica da Abundância. Dessa forma, de acordo com Alessandra, pressupõe-se a acessibilidade de produtos e serviços para todos. Só assim a relação entre produção, poder e geração de lixo pode ser administrada de forma mais igualitária. Alessandra defende ainda que o novo modelo econômico leva as pessoas a repensarem o uso do próprio tempo. Ela usou um vídeo do ex-presidente uruguaio, José Mujica, para refletir o uso do tempo com os presentes.



Para ela, uma nova economia exige o uso de uma nova moeda, que será a confiança e a reputação. Ela destacou ainda que muitas vezes os conceitos de compartilhamento e colaboração são confundidos. No primeiro, apesar do compartilhamento de recursos, o objetivo continua sendo apenas o lucro. Já no segundo modelo, o objetivo principal é a mudança social.

Em um projeto de economia colaborativa, a ideia de todos os envolvidos precisa ser representada. Alessandra ressalta que o processo não é simples.

“O feito é mais importante que o perfeito

, destacou.  Ela explica que muitas vezes é preciso chegar a um resultado não satisfatório para que depois possa se pensar em aperfeiçoá-lo.  Confira um pouco mais sobre a forma de pensar e de se relacionar com o mundo desta profissional, no bate-papo abaixo:
 

Um conselho prático que possa ser implantado a partir de hoje no cotidiano das pessoas gerando melhor aproveitamento de recursos, sejam financeiros ou naturais.

Acredito que uma forma de começarmos é separando o lixo e mudando hábitos de consumo, seja trocando as marcas dos produtos para produtores locais e cooperativas, ou buscando a reutilização de bens (como a compra de brechós, briques).
 

Qual a melhor maneira para mudar velhos hábitos? 

Buscar informações sobre a cadeia produtiva dos produtos que consumimos e das empresas que os comercializam.
 

Uma frase para reflexão

“O que importa são os incontáveis pequenos atos de pessoas desconhecidas que fundam as bases para os eventos significantes que se tornam história
(Howard Zinn)

 

Um livro para se aprofundar no assunto: 

WHAT'S MINE IS YOURS - Rachel Botsman
 

Quem seria uma referência ou inspiração neste tema (pessoa ou case)?

Tenho muitas inspirações em áreas diferentes que me fazem refletir sobre o impacto das minhas ações e decisões diárias, mas uma história que me comoveu muito e me inspira é da Malala Yousafzai, descrita no livro Eu sou Malala. Uma história de força e resistência, que sugiro à todos a leitura.